
|
Lisboa - Mais cinco países de língua não portuguesa revelaram vontade de aderir à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). São eles a Austrália, Indonésia, Luxemburgo, Suazilândia e Ucrânia.
Depois da polémica acesa relativamente à entrada da Guiné Equatorial na CPLP, surgem agora novos candidatos a ocupar um lugar na Comunidade. De acordo com o site da RTP, cinco países que não falam português, Austrália, Indonésia, Luxemburgo, Suazilândia e Ucrânia, e que não têm qualquer ligação oficial à CPLP (ao contrário de países como a Guiné Equatorial, o Senegal e as Ilhas Maurícias que são membros associados), querem aderir à CPLP.
A CPLP nunca teve, nos seus 14 anos de existência, membros efectivos que não tenham o português como língua oficial. Antes dos cinco países que agora revelaram desejo de aderir à CPLP, a Guiné Equatorial já tinha aberto o precedente. O país africano, de línguas oficiais francês e castelhano, solicitou a passagem de membro associado a membro de pleno direito.
Algumas questões têm sido levantadas relativamente a esta adesão e várias personalidades já se manifestaram. O Presidente de Timor-Leste, Ramos Horta, na sua visita a Xangai, por ocasião da Expo 2010, defendeu «sem quaisquer reservas», que a Guiné Equatorial se torne membro efectivo questionando, a propósito do seu regime, «porque é que a CPLP tem de ser uma organização só de países que terão passado algum teste de democracia?».
Já a eurodeputada Ana Gomes alega que «o regime procura através da entrada na CPLP promover-se politicamente» para além de que não cumpriram o seu compromisso de estabelecer o português como língua oficial. Acerca da língua Ramos Horta, alega que não é um requisito básico e que, além disso, se trata do único país onde se fala espanhol na África e que «o espanhol é quase um dialecto português», segundo cita o site da RTP.
(c) PNN Portuguese News Network
Adicionar comentário » »
|