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Washington - O Conselho de Segurança das Nações Unidas, advertiu, esta quinta-feira, para a necessidade da repor a ordem civil, no sentido da paz e do desenvolvimento da Guiné-Bissau.
Durante a reunião sobre a evolução da situação na Guiné-Bissau e das acções do Gabinete Integrado das Nações Unidas de Apoio à Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), que teve lugar esta quinta-feira, em Nova Iorque, o representante especial do Secretário-Geral das Nações Unidas, Joseph Mutuboba, apelou à necessidade de respeitar certas condições para que o país continue a ter o apoio da comunidade internacional.
Uma das condições impostas por Joseph Mutuboba, é a libertação imediata do ex-Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, José Zamora Induta. Apoiado num relatório do Secretário-Geral sobre a evolução da situação na Guiné-Bissau, o representante da ONU falou sobre as consequências dos incidentes de 01 de Abril.
Mutuboba lembrou que o Presidente guineense, Malam Bacai Sanhá, afastou Zamora Induta das suas funções, substituindo-o por António Indjai, que «prestou juramento oficialmente dia 29 de Junho». «O Presidente Sanhá sublinhou que esta decisão foi tomada de forma soberana e não coerciva», disse o representante das Nações Unidas, acrescentando que Sanhá «encarregou o Chefe das Forças Armadas de assegurar o respeito das autoridades civis».
Na opinião de Mutuboba, os últimos acontecimentos indicam, que as autoridades civis da Guiné-Bissau «não exercem um controlo pleno das Forças Armadas», tendo sido a nomeação de Indjai criticada por toda a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), União Europeia e EUA.
O representante do Secretário-Geral fez saber ainda que, teve lugar, entre os dias 1 e 3 de Julho, uma cimeira de Chefes de Estado da CEDEAO, sobre a situação da Guiné Bissau, onde participaram os ministros de Angola, Brasil, Cabo Verde, Portugal, representantes da União Europeia e ele próprio.
«Reconhecemos nesta ocasião a necessidade de que as reformas imprescindíveis que estão em curso na Guiné- Bissau prossigam, em particular as que concernem o sector da Segurança, que deverá ser uma etapa no sentido do reforço do controlo civil das instituições de Segurança do país», disse Mutuboba.
Joseph Mutuboba adiantou que, embora o Procurador-Geral da Guiné-Bissau tenha informado que a comissão de inquérito para os assassinatos de «Nino» Vieira e Tagme Na Waié, estivesse prestes a apresentar as suas conclusões, «pediu apoio financeiro e a experiência do Brasil e da União Europeia para concluir o inquérito». Mutuboba afirmou que os parceiros internacionais darão a ajuda se for garantida a credibilidade e transparência das investigações que foram conduzidas até ao momento.
O ministro dos Negócios Estrangeiros guineense, Adelino Mano Queta, qualificou os incidentes de Março de 2009 e de 01 de Abril deste ano de «tragédias contrárias aos valores do povo guineense ». «Somo igualmente da opinião de que a reforma dos sectores da Segurança e da Defesa não pode ser esquecida, estamos conscientes da necessidade do país se dotar de uma armada moderna e republicana ao serviço do estabelecimento de um Estado de direito», disse ainda Mano Queta.
«Quero ainda reafirmar a nossa determinação em combater o narcotráfico no nosso país e na sub-região», adiantou o ministro dos Negócios Estrangeiuros guineense, advertindo para a necessidade de apoio técnico e judiciário contínuo neste sentido.
Para a representante da Configuração Especifica da Comissão das Nações Unidas para a consolidação da paz na Guiné-Bissau, Maria Luísa Viotti, «os acontecimentos de 01 de Abril, apesar dos problemas que criou, teve um aspecto positivo: mostraram que a população estava ligada às instituições democráticas do seu país».
(c) PNN Portuguese News Network
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